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Servidores federais rejeitam proposta de reajuste salarial

Foto: Cristiano Eduardo/MGI

Representantes do funcionalismo federal rejeitaram, na reunião de negociação, realizada na terça-feira (28/02), a primeira proposta salarial do governo para a categoria, mas as negociações vão continuar. O Executivo ofereceu 7,8% de aumento a partir deste mês (além de 43,6% no auxílio-alimentação), mas os servidores avaliam que é possível avançar no índice do reajuste. Eles afirmam que seria necessário 27% para repor perdas acumuladas nos quatro últimos anos. A expectativa é que uma resposta saia até sexta-feira (3/03). A próxima reunião será realizada na terça-feira (7).

Por outro lado, os sindicalistas reconhecem que há disposição do governo de manter o diálogo. O Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais) e o Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado) manifestaram isso em documento. “As entidades ressaltam, no entanto, que neste momento a pauta prioritária é a reversão dos ataques sofridos durante o governo Bolsonaro que deixou a categoria com uma gravíssima defasagem salarial”, acrescentam.

Orçamento de 2024
O secretário-geral da Condsef / Fenadsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), Sérgio Ronaldo da Silva, afirmou que os representantes sindicais saíram “muito otimistas” da reunião realizada na terça. Ele acredita que existe intenção do governo de agilizar a negociação, fazendo um acordo emergencial, para então iniciar “um processo mais consistente” já tendo como referência o orçamento de 2024.

Por outro lado, lembrou, os trabalhadores têm “ansiedade” devido às condições enfrentadas não apenas no governo anterior. “São sete anos de salários e benefícios arrochados”.

Margem para melhorar
Diretor executivo da CUT (e também integrante da Condsef/Fenadsef), Pedro Armengol avalia que a proposta do governo é “insuficiente”. Segundo ele, “tem margem no orçamento público” para melhorar o índice. “Também pode avançar em itens que não têm impacto econômico”. Além disso, estabelecer um acordo com rapidez ajuda a iniciar a discussão da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) do próximo ano. Assim como de questões setoriais.

O secretário de Gestão de Pessoas e Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, ficou de levar as contrapropostas dos servidores, para o reajuste e outros pontos, à ministra Esther Dweck de Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. “Vamos estudar os números, mas o mês de março em questão de reajuste já está perdido. Se houver acordo, é para o mês de abril, o que nos permite, com os recursos disponíveis na Lei Orçamentária, até simular a possibilidade de um reajuste um pouco acima dos 7,8% que já foram propostos”, comentou após a reunião.

Fonte: Rede Brasil Atual

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