São Paulo Agora, a fila de espera para receber benefícios já passa de 1,8 milhão de segurados, com o tempo médio de até 400 dias para serem atendidos. A demora já está sendo questionada na Justiça, que tem arbitrado multas de até R$ 10 mil ao INSS por não cumprir os prazos estabelecidos em Lei.

Segundo a secretária de Saúde do Sindicato de Londrina, Eunice Miyamoto, antes de ingressar com o requerimento para receber o Auxílio-doença ou a sua prorrogação bancários e bancárias que atuam na base territorial da entidade devem procurar orientações da entidade para garantir que seus direitos sejam respeitados. “O Sindicato tem condições de indicar todos os procedimentos administrativos junto ao INSS e se houver necessidade de ingressar judicialmente temos nossa assessoria jurídica, que está à disposição para atender a categoria em questões trabalhistas e previdenciárias’, explica.

Eunice afirma que muitas vezes os requerimentos no acerto pós-perícia feitos por meio do aplicativo Meu INSS ficam parados por falta ou divergências nos dados cadastrais. Neste caso, é necessário ingressar no aplicativo e conferir as informações e se estiver faltando algum documento é necessário digitalizá-los e anexar em “Agendamentos/Solicitações” e em seguida clicar em “Auxílio-doença – (Acerto Pós - perícia)” e, depois em “Anexos”.

“Se tiver dificuldade em realizar estes procedimentos, entre em contato com o Sindicato pelo telefone (43) 3372-8787 para que possamos te auxiliar. Se mesmo assim o INSS demorar para conceder o benefício poderemos ingressar com recursos e até apresentar reclamação junto à Ouvidoria para cobrar respostas”, argumenta a secretária de Saúde do Sindicato de Londrina.

Não esconda o seu problema de saúde!

Ainda de acordo com Eunice Miyamoto, a redução de pessoal na linha de frente dos bancos, aliada à cobrança de metas cada vez mais altas tem levado a um aumento do número de adoecimentos na categoria não só por LER/Dort, mas também por doenças psicológicas. “Atendemos um grande número de bancários e bancárias com sintomas de depressão, Síndrome de Burnout e outros distúrbios causados pelo assédio moral, sobrecarga de serviços e medo de perder o emprego, só que muitas pessoas escondem o problema e isso pode agravar ainda mais a situação”, alerta.

Dados do INSS indicam que apenas em 2018, último ano em que as informações estão disponíveis, 17.645 bancários tiveram de se afastar do trabalho nos bancos, sendo 5.090, ou 28%, por transtornos mentais e comportamentais; e 3.965 devido à LER/Dort.

“Com o atendimento no Sindicato podemos juntar os exames médicos e emitir a CAT (Comunicação de Acidente do Trabalho), relacionando o distúrbio psicológico à pressão sofrida no banco. Depois é só pedir o afastamento para proceder o atendimento adequado. Não se esconda”, ressalta.

Por Armando Duarte Jr.
Fonte: SPbancarios/Folha-UOL

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