<

Vítimas do HSBC“, produzido pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba e região e pelo Instituto Declatra no ano de 2015.

“Depressão, síndrome do pânico, uma angústia que está dentro de você que você não consegue explicar. Não consigo mais lembrar coisas que acabei de fazer. Infelizmente refletiu bastante”.

“Pra mim e pra minha filha foi muito difícil de resolver e isso foi pra mim um dos piores dias da minha vida, de ter que tirar a minha esposa da cama porque ela estava insegura de descer da cama, porque ela achava que ia cair. Mas o cair dela não era cair da cama, é como se ela fosse cair de um precipício”.

“Eu não tive mais minha vida particular, eu trabalhava praticamente 24 horas. Quando eles te chamavam você abandonava tua família, abandonava o que você estava fazendo para atender eles. Você não tinha uma vida pessoal, você não tinha uma vida”.

“O processo de ir trabalhar era um processo doloroso pra mim, eu chegava e muitas vezes eu ia dar volta na quadra. Uma, duas, três. Até eu me acalmar, até eu parar de chorar às vezes. Eu comecei a me sentir mal, eu comecei a ter muita tontura, muita dor de cabeça. Eu tinha medo das pessoas, parecia que ia acontecer alguma coisa. Eu pensava muito em morte. Eu tinha muito medo de morrer, medo que alguém morresse. Todos os pensamentos negativos era todo dia”.

Fonte: FETEC-CUT/PR

DEIXE O SEU COMENTÁRIO