Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), divulgado na terça-feira (22/12). Já são 188.269 vítimas do novo coronavírus desde o início da pandemia, em março. Também foram notificados 55.202 novos casos no período, elevando o total de infectados no País a 7.318.821 ocorrências.

Com os novos registros, a média móvel de infectados – que soma os casos dos últimos sete dias e divide por sete – chega a 49.827 registros. O resultado é o maior em toda a história do coronavírus no Brasil. No pior período da pandemia no País até agora, entre julho e agosto, o máximo alcançado foi de 46.536 novos casos por dia em média.

Do mesmo modo, a média móvel de casos fatais alcançou nesta terça a marca de 780, pior resultado em mais de três meses

Na mais recente da chamada semana epidemiológica– de 13 a 19 de dezembro –, o País registrou o número mais alto de contaminados para o período de sete dias desde os primeiros casos. Foram 320.591 novos infectados no intervalo. O número é superior maior pico de notificações do auge da pandemia, registrado na semana de 19 a 25 de julho, que foi de 319.389 infectados oficialmente registrados.

Além dos atuais números já serem muito elevados, segundo o Ministério da Saúde, no domingo (20) havia mais de 800 mil pacientes em observação, cenário que só foi registrado três vezes no Brasil até então.

Vacinas, “se Deus quiser”

Também na terça-feira, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) informou que prevê entregar a vacina da AstraZeneca ao Ministério da Saúde a partir do dia 8 de fevereiro. Em audiência sobre a pandemia realizada pela Comissão Externa da Câmara dos Deputados, a presidenta da Fiocruz, Nísia Trindade, afirmou que a entidade está preparada para entregar duas milhões de doses do imunizante até o fim daquele mês. “Nós estaremos recebendo ingrediente farmacêutico ativo para o início da produção no mês de janeiro”, explicou a pesquisadora.

Ela ressaltou, porém, que a vacina ainda aguarda aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Nísia explicou que a fabricação “terá de ser certificada pela Anvisa, além do próprio registro que a AstraZeneca entrará com o pedido, e nós estaremos então, a partir desse processo, entregando”.

Em participação rápida no evento, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que o governo caminha para ter acesso a diversos imunizantes. Segundo ele, o poder público se prepara para iniciar 2021 com vacina, “se Deus quiser”. Ainda nas palavras do ministro, “Previsão nossa, como sempre, é final de janeiro, na melhor hipótese, indo até meio de fevereiro, final de fevereiro na pior hipótese”.

Paraná

 

De acordo com dados do boletim da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), divulgado na terça-feira (22/12) o Paraná tem 7.400 mortes e 381.409 casos confirmados do novo coronavírus.

O balanço apontou mais 129 novos óbitos e 6.074 diagnósticos, em comparação com o levantamento divulgado na segunda-feira (21).

A taxa de letalidade da doença está em 2%, em média, no Estado, segundo a Sesa.

Desde o início da pandemia, o Paraná já registrou 272.447 pacientes que tiveram Covid-19 e estão recuperados, com um percentual de 71% do total de infectados. Ainda de acordo com a Sesa 10.577 casos estão sob análise.

Fonte: Rede Brasil Atual/RPC

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