Facebook da FETEC-CUT/PR, com retransmissão pelas páginas dos Sindicatos do Vida Bancária.

A votação das propostas será feita pelo link https://bancarios.votabem.com.br/, que estará disponibilizado das 19h00 deste sábado (29/08), até às 19h00 de segunda-feira (31/08).

Segundo a coordenadora da CEE/Caixa e secretária da Cultura da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Fabiana Uehara Proscholdt, o foco da Comissão foi de garantir as premissas atuais e manter o plano viável para todos. “O Plano de Saúde é essencial para @s empregad@s e nesse momento em que estamos, de pandemia, mais ainda. O Saúde Caixa deve ser viável para tod@s, desde aqueles que ganham menos até @s aposentad@s”, afirmou.

A nona proposta para o Saúde Caixa conta com uma contribuição do titular de 3,5% do salário e 0,4% por dependente, com teto de 4,3%. A coparticipação passa a ser 30% de cada dependente e o teto por grupo familiar de R$ 3.600. Além disso, não há mais a coparticipação para internação e tratamento oncológico e o atendimento em pronto socorro, coparticipação de R$ 75.

“A manutenção do teto para o grupo familiar foi muito importante. É uma construção fundamental para manter o nosso Plano de Saúde para todos os empregados. Foi um grande avanço considerando que a Caixa queria individualizar isso”, avaliou a representante Fetrafi/MG na CEE, Eliana Brasil.

O modelo inclui ainda a valorização do gt (Grupo de Trabalho) do Plano, responsável por definir soluções para a sua sustentabilidade, com participação dos empregados. Em 2022, será implementado o que for definido em consenso entre @s empregad@s e a Caixa.

De acordo com o médico consultor da CEE/ Caixa e da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal), Albucacis de Castro Pereira, a negociação foi difícil, mas a CEE/Caixa conseguiu manter o Plano diante da dificuldade que passa o Brasil e o mundo em relação aos custos de saúde que não acompanham o aumento do salário do trabalhador. “Apesar da dificuldade manteve-se a característica do Plano de mutualidade, solidariedade, pacto intergeracional e o 70/30. Foi uma vitória da Comissão que conseguiu o Saúde Caixa para tod@s @s empregad@s”, avaliou.

O médico consultor ainda salientou a importância da oxigenação do plano, com a entrada d@s nov@s empregad@s.

PLR e PLR Social

A CEE voltou a cobrar a Caixa as propostas das outras reivindicações dos trabalhadores e que o banco ainda não apresentou retorno. Além do Saúde Caixa, a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e a PLR Social entraram na pauta da negociação de sexta-feira (28).

A Caixa acatou a reivindicação da CEE/Caixa e manteve a PLR e a PLR Social para @s empregad@s do banco. A proposta acompanha o que foi pactuado na mesa única da Fenaban. A Caixa informou ainda que a Sest (Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais) limitou a PLR e PLR Social em no máximo três Remuneração Básica (RB) por empregad@.

A CEE/Caixa protestou em relação a restrição da Sest. “Entendemos que é um absurdo a SEST fazer essa limitação. Qual a lógica e necessidade disso? Prejudica especialmente @s empregad@s com remuneração menor. Mas após longo debate, pausa na mesa, contatos e novos debates avaliamos que considerando a conjuntura e a manutenção da PLR Social, e a contragosto da inclusão dessa trava no ACT, vamos defender a proposta”, explicou Fabiana.

A Comissão reconheceu o esforço da empresa em manter a PLR Social para os trabalhadores. “Essa é uma conquista d@s empregad@s da Caixa por todo o trabalho desenvolvido pelo banco na parte social. Enquanto existir desigualdade no País, banco como a CAIXA é mais que necessário. PLR Social é reconhecimento disso. Entretanto, considerando o momento de pandemia gostaríamos que a direção da empresa olhasse com mais preocupação os colegas que estão na rede. Eles estão extremamente estafados e necessitam que a Caixa tenha um cuidado maior”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa.

Reivindicações

Na madrugada de sábado (29), a Caixa entregou o documento da proposta global para @s empregad@s com as alterações propostas. Ficou acordado que caso não haja a concordância na redação das cláusulas, elas voltam ao original do ACT.

Outra cobrança da Comissão foi o fim da abertura aos sábados das agências. A Caixa informou que o pedido está em avalição e o objetivo é adequar as próximas portarias para que não haja a abertura. Até esse momento, a intenção é trabalhar alternadamente até excluir a portaria.

A Caixa voltou a sugerir que os Fóruns e Grupos de Trabalho sejam revistos e alguns GTs (Grupos de Trabalho) encerrados. A proposta foi recusada pela CEE.

Fonte: Contraf-CUT

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