trajetória de luta pelos povos do campo e da floresta destaca que o governo de Bolsonaro promove um desmonte das políticas e dos órgãos de preservação ambientais, provocando o aumento do desmatamento, do garimpo ilegal e da ocupação das terras indígenas na região.

“O meio ambiente cumpre um papel decisivo no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). E, infelizmente, são nas áreas desmatadas onde têm mais pessoas passando fome”, denuncia.

Ela faz uma crítica contundente ao conjunto de projetos que historicamente são implantados na região amazônica, como a hidrovia Araguaia-Tocantins que não leva em consideração os interesses das populações locais.

Em fase de licenciamento ambiental, esta obra do governo federal atende aos interesses do agronegócio dos produtores de soja e da exploração mineral e vai impactar de forma irreversível o modo de vida de milhares de famílias de ribeirinhos, quilombolas e indígenas da região.

“Esses projetos têm nome de desenvolvimento, dizem que garante desenvolvimento, mas para quem?”, ela questiona.

Presente e futuro

O segundo ano de pandemia se encerra com mais uma das crises e discórdias alimentadas pelo negacionismo, pelas notícias falsas, ameaças a servidores e pela ideologia fascista de Bolsonaro com o intuito de tumultuar a opinião pública por meio de seus apoiadores.

Mesmo com autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), dada após estudos científicos de credibilidade, o presidente tem questionado a vacinação em crianças de 5 a 11 anos, o que, segundo os especialistas, é fundamental para proteger a vida desta população, a vida de familiares e ajudar a conter a disseminação da nova variante Ômicron.

Carmen Foro frisa que é necessário o Brasil enxergar que essa política é nociva ao País e que “é preciso mudar, virar a chave”.

Ela ainda reforça que a conduta do governo Bolsonaro tem o propósito de empurrar “de volta à invisibilidade a Classe Trabalhadora e os mais vulneráveis”. E ressalta: “respeitem-nos”.

A dirigente reforça ainda que, em 2022, ano de eleições, a CUT vai continuar a se dedicar ”com muito afinco a luta pela recuperação da economia, com crescimento e distribuição de renda”.

“Não podemos perder a esperança. É preciso que a gente lute e que a política seja um instrumento de esperançar. Resistir é a nossa missão”, finaliza Carmen Foro.

Por Maristela Lopes, especial para o Portal CUT, com edição de André Accarini

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