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participar do ato convocado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), CTB, Força Sindical, UGT, CSB e Intersindical e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

O ato está acontecendo na Esplanada dos Ministérios e tem como mote a defesa da soberania, dos direitos e dos empregos, contra as privatizações, pelo fim da política econômica neoliberal do governo Bolsonaro que não promove o desenvolvimento, nem gera emprego.

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, ressalta que ir para as ruas, é defender o Brasil, a geração de emprego para mais de 30 milhões de trabalhadores e trabalhadoras desempregados e subempregados que querem empregos de qualidade. Ir para ruas é dar um basta nas políticas neoliberais.

“Todos os períodos de crescimento econômico que nós tivemos foi com intervenção do Estado, com investimento dos bancos públicos, em especial do BNDES e das empresas estatais, como fez a Petrobras que, ao decidir pela construção de plataformas no Brasil, recuperou o setor naval brasileiro, gerando milhares de empregos”, disse o presidente da CUT.

Para o dirigente, a política de privatização do ministro da Economia, o banqueiro, Paulo Guedes, de entregar o nosso minério e nossa água aos estrangeiros, será um caso de estudo porque o Brasil será a única Nação no mundo a entregar suas riquezas para outro país sem nenhuma guerra.

Defesa dos bancos públicos

Na tarde de terça-feira (29) teve atividade em protesto contra a política neoliberal implementada pelo governo Bolsonaro. Também em Brasília, bancários e bancárias de todo debateram a importância dos bancos públicos para a sociedade brasileira no Seminário “O Brasil é nosso”.

Promovido pelas frentes parlamentares mistas em Defesa da Soberania Nacional e em Defesa dos Bancos Públicos como parte da campanha em defesa dos bancos públicos, da soberania nacional, do crédito, do emprego e do desenvolvimento, a atividade conta com o apoio da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e da Fenae (Federação Nacional das Associações dos Empregados da Caixa).

“Os bancos públicos são instrumentos estratégicos. Quando bem usados pelo governo, dispõem crédito para o desenvolvimento e, consequentemente, geram emprego e renda para os trabalhadores”, explicou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.

“Mais do que isso, os bancos públicos são fundamentais para o desenvolvimento igualitário do País, como determina a Constituição Federal e a legislação específica do sistema financeiro. São os bancos públicos que concedem crédito para as regiões mais carentes. Os privados concentram sua atuação na região Sudeste”, completou a presidenta da Contraf-CUT, lembrando que somente os bancos públicos investem onde os privados não têm interesse. “Os bancos privados têm como único objetivo o lucro, enquanto os públicos visam o retorno para a sociedade”, concluiu.

Aqui como lá

Os últimos acontecimentos no Chile, em que a população foi para as ruas protestar contra a política econômica do governo daquele país, e a volta da esquerda à presidência da Argentina são um alerta para o povo brasileiro de que a política econômica neoliberal de Bolsonaro e Guedes não dá certo.

Segundo o presidente da CUT, o ministro Paulo Guedes ajudou a implantar no Chile o sistema de capitalização da Previdência, que acabou com direitos trabalhistas, enfraqueceu os Sindicatos e culminou com as manifestações que estão sendo realizadas no país.

“O que está acontecendo no Chile é a revolta do povo contra a política econômica neoliberal, onde tudo é privatizado. Não tem ensino superior gratuito, não tem acesso à saúde gratuita. É a mesma política que Bolsonaro quer aqui, a que destrói os direitos sociais e previdenciários. O Brasil precisa acordar para não chegar a esse ponto”, analisou a presidenta do SINTECT/DF (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal e Região do Entorno), Amanda Corsino.

Já Sérgio Nobre acredita que tudo o que está acontecendo no Chile teve o dedo do ministro da Economia brasileiro, mas que, agora o povo quer outro rumo.

“O desespero é tanto que o presidente, Sebastián Piñera, pediu desculpas para o povo porque o que foi feito de ruim não pode se recuperar em dois, três anos. Não é isso que queremos. Não podemos permitir que o que está acontecendo no Chile aconteça com o Brasil. Ainda há tempo para mudar”, avalia o presidente da CUT.

Fonte: Contraf-CUT, com CUT Nacional

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