Brasil, Estado Social contra a Bárbarie”, uma análise da conjuntura econômica e social brasileira, feita por dezenas de economistas, cientistas sociais e outros colaboradores.

Nele, Eduardo Fagnani demonstra que o gasto social é pago pelos seus próprios beneficiados: 56% do valor voltam para o caixa do tesouro na forma de tributos e contribuições sociais, em função da tributação regressiva. Assim, a progressividade na tributação é essencial para a redução das desigualdades, pois ela produz efeitos indiretos importantes no aumento da eficácia dos gastos sociais.

Estudos do Ipea (Instituto de Pesquisa Aplicada) apontam que um incremento de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) nos programas sociais eleva a renda das famílias em 1,85%, em média. Os efeitos multiplicadores do gasto social no crescimento da economia também são significativos: o choque de um aumento hipotético de 1% do PIB, em gastos sociais, acarretaria um multiplicador do PIB, de aproximadamente 1,37%.

Por Rosely Rocha/CUT Nacional

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