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como a dos EUA com o Irã.  Esses fatores trazem consigo a possibilidade de crise financeira e, portanto, quanto mais as reservas brasileiras caírem, maior será a vulnerabilidade do País.

O comércio exterior é revelador da atual conjuntura interna brasileira, e também da conjuntura internacional. A balança comercial apresentou em 2019 o pior resultado desde 2015, com superávit de US$ 46,7 bilhões no ano. Em 2015, o superávit foi de US$ 19,5 bilhões.

Para Mattoso, o horizonte está longe de ser promissor, dado que o governo Bolsonaro, com sua agenda ultraliberal, ainda tem três anos de mandato. “Os estrangeiros não estão investindo, estamos exportando menos. Não tem investimento nem na área financeira, nem na área produtiva e muito menos investimento público, e não podemos esperar que este governo vá fazer alguma coisa nesse sentido”, diz. “Portanto, a situação em 2019 deve continuar em 2020. Vamos provavelmente usar ainda mais as reservas  e dependemos cada vez mais desses recursos para garantir alguns anos de sobrevivência ao País.”

O movimento brasileiro relativo às reservas, na opinião de Rossi, faz parte de um conjunto de políticas que devem ser analisadas separadamente, mas que estão dentro da “agenda anacrônica de defesa radical de um liberalismo financeiro, comercial, unilateral, sem contrapartida e visão estratégica, o que inclui a política cambial e a venda de reservas”.

Um projeto enviado pelo governo ao Congresso é simbólico dessa agenda, comandada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O projeto inclui a possibilidade de pessoas físicas e jurídicas abrirem conta no Brasil em dólar. “O Brasil caminha para ser um Equador ou uma Argentina. No conjunto, as políticas voltadas para as reservas refletem a orientação ultraliberal, anacrônica, que o governo está implementando em várias áreas”, diz Rossi.

Fonte: Rede Brasil Atual

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