debates para garantir o máximo de segurança aos funcionários do BB no processo de retorno gradual ao trabalho presencial.

“No momento em que o País volta a registrar o aumento de casos de Covid-19 e, agora, de epidemia cruzada com a gripe provocada pela H3N2, o banco, de forma unilateral, divulga um novo protocolo retirando medidas de segurança, que são baseadas na ciência, aumentando os riscos de contaminação e de transmissão entre os funcionários e os clientes”, explica o coordenador da CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil), João Fukunaga.

A falta de preocupação com os funcionários já está apresentando seus nocivos resultados. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região registrou, nas últimas duas semanas de dezembro, o aumento expressivo de casos de Covid-19 em prédios do BB na sua base. Em um dos locais, trabalhadores de três dos sete andares de um prédio tiveram que ser afastados, ou por suspeita, ou por já confirmada a contaminação pelo novo coronavírus.

Recentemente, o Sindicato de São Paulo fez denúncias contra o diretor João Leocir Dal-Rosso Frescura, conhecido como Piti, pelo não cumprimento dos protocolos contra a Covid-19. Em pelo menos três casos confirmados de colegas infectados, Piti, que é responsável pelos prefixos vinculados à Diretoria de Operações (Diope), no Centro Empresarial São Paulo (Cenesp), teria se recusado a dispensar os funcionários das dependências que necessitavam de higienização, conforme o estabelecido no manual de segurança acordado junto ao MPT.

“Nos prefixos dos Cenops que são vinculados às Diope do Brasil todo, também registramos aumento de casos. Verificamos isso em Curitiba, Belo Horizonte, onde os Sindicatos têm procurado a gestão de pessoas e estão tomando medidas frente às intransigências do BB”, pontuou Fukunaga.

“O movimento sindical está acionando o MPT, diante do descaso do banco e da decisão unilateral dele em mudar os protocolos de segurança. Também continuaremos pressionando para garantir aos trabalhadores segurança por meio do trabalho remoto”, destacou o coordenador da CEBB.

Procure o Sindicato

Os Sindicatos continuam monitorando todos os locais de trabalho e alertando os bancários. Os representantes dos trabalhadores e trabalhadoras do BB pedem que aqueles que sentirem seus direitos ameaçados entrem em contato com suas respectivas bases.

Fonte: Contraf-CUT

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