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a pedido da Contraf-CUT, o banco esclarecesse sua posição com relação à solução para a situação da Cassi.

“O banco nos deu um sonoro e insensível ‘não’ à reivindicação dos associados de reabrir negociações para solucionar o déficit da Cassi”, informou o coordenador da CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil) e da mesa de negociações com o BB, João Fukunaga.

Em resposta formal à Contraf-CUT, o banco afirmou que “não é viável a reabertura da mesa de negociação” porque os “limites e as premissas permanecem inalterados” em relação à proposta de maio, aprovada pela maioria dos associados, mas que não foi encaminhada devido à falta de quórum na votação.

O banco ainda disse que as premissas e seus limites são aqueles divulgados nas rodadas de negociação anteriores. Ou seja, o banco só aceita arcar com os valores negociados no início do ano se forem cumpridas estas premissas e limites definidos pelos órgãos de controle das empresas estatais.

“Isso quer dizer que o banco não aceitará novas propostas. Só aceita a possibilidade de avaliar a proposta anterior, que não atingiu o quórum de aprovação pelos associados em maio. Mas, se não houver consenso e ela for novamente recusada, disse que tem um ‘plano B’, que consiste no financiamento da saúde dos funcionários limitado a 4,5% sobre a folha de pagamentos, mesmo que seja sem a Cassi”, explicou o coordenador da CEBB, lembrando que a caixa de assistência passa por um processo de intervenção e corre sérios riscos

No dia 22 de outubro, a intervenção na Cassi completa 90 dias. Até lá, a diretora fiscal nomeada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) vai exigir que a diretoria da Cassi apresente uma solução para o equilíbrio financeiro da instituição.

Busca de solução

Desde maio, quando os associados não aprovaram a proposta negociada com o banco e colocada em votação, a Contraf-CUT e demais entidades de representação dos funcionários reivindicam a reabertura do processo de negociações para construir uma nova proposta que contemple as aspirações e interesses dos associados e associadas.

“Queremos que o BB volte a negociar porque isso é bom para os associados, para a Cassi, mas também para o banco. Por isso, defendemos a mesa de negociações”, disse Fukunaga. “Nós, associados, somos parte da Cassi. Se ela precisa apresentar uma proposta de equacionamento do déficit para a ANS, é nossa tarefa construí-la”.

Fukunaga lembrou ainda que, da outra vez que o banco não quis negociar e levou sua proposta para votação, no final do ano passado, ela “perdeu de lavada”.

O coordenador da CEBB disse também que todos sabem que a solução exigirá empenho dos associados, mas que eles querem que o banco também esteja disposto a se empenhar. “Mesmo o banco tendo dito que se recusa a voltar a negociar, é nosso papel, enquanto representantes dos associados, buscarmos a negociação como forma de salvar a Cassi”, ressaltou.

Encontro nacional de saúde

Os funcionários do Banco do Brasil realizam, no próximo sábado (28/09), o Encontro Nacional de Saúde para discutir a situação da Cassi e os sistemas de saúde privado e de autogestão.

“A Cassi é muito mais do que um plano de saúde. Ela traz benefícios aos funcionários, mas também ao banco. Os funcionários precisam conhecer e refletir sobre a atual situação, mas também se mobilizar para manter essa conquista histórica”, concluiu Fukunaga.

Fonte: Contraf-CUT

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